Ir para o conteúdo

Portal / Planejamento e controle / Capítulo 9

MATERIAL INTERNO / EQUIPE DE PLANEJAMENTO E CONTROLE DE OBRAS

CAPÍTULO 9Caminho crítico

A rede vira número. Duas passadas de conta — uma para frente, outra para trás — dizem o prazo da obra, quais frentes não podem atrasar um dia e quanto as outras podem escorregar.

ASSUNTOCálculo da rede
PÚBLICOPlanejamento e produção
BASEMattos, A. D.
USOTreinamento interno
9.0

Por que não é só somar as durações

Agora que já temos a rede montada com todas as atividades ligadas entre si, segundo uma lógica racional, e já dispomos da duração de cada atividade, o passo seguinte é calcular o prazo do projeto — a duração total da obra.

Se todas as atividades estivessem em série, bastaria somar as durações de todas elas. Porém, como há paralelismo de atividades, a coisa não é tão imediata assim.

Atenção ao que estamos calculando: não se trata do prazo contratual nem da duração desejada, e sim do prazo total calculado de acordo com os dados de entrada do planejamento, que são precedência e durações. Se o número que sair daqui for maior que o prazo contratual, o problema é real e precisa ser atacado — não escondido com uma barra arrastada no software.

Calcular a duração total impõe realizar algumas comparações entre tempos. Como no capítulo anterior, a técnica será mostrada nos dois métodos de construção do diagrama: método das flechas e método dos blocos. Ambos produzem o mesmo resultado; o que muda são as regras para efetuar os cálculos e a forma de registrar o tempo na rede.

PARTE 1

Cálculo pelo método das flechas

9.1

Como o ADM calcula

No método das flechas, a duração da atividade é representada na própria flecha. Para calcular o prazo total da rede, faz-se o cômputo do tempo total gasto até cada evento ser atingido. Por se tratar de uma sequência cronológica, as contas são feitas evento a evento.

Como exemplo didático, vamos recorrer a uma rede simples de seis atividades. Ela vai nos acompanhar até o fim da Parte 1 e voltar depois, na Parte 2, resolvida pelo outro método:

Ativ.PredecessorasDuração
A—1
BA3
CA1
DB4
EC3
FD, E2
A1B3C1D4E3F20510152025
Figura 9.1 — A rede com as atividades e suas durações

A duração total do projeto não é a soma das seis durações (1+3+1+4+3+2 = 14), porque há simultaneidade entre algumas delas. É preciso buscar quem está "governando" o prazo da rede, qual é o caminho que controla o tempo total do projeto.

9.2

Tempo mais cedo do evento

Ao evento inicial do projeto atribui-se a data zero (Tc0 = 0), escrita na parte de baixo do círculo. A partir daí, a regra é:

• O tempo em que o evento é alcançado é igual à duração da atividade que chega nele somada ao tempo do evento de onde ela se origina.

• No caso de haver duas ou mais atividades que chegam a um mesmo evento, o tempo do evento é o maior entre as somas.

No exemplo, o tempo mais cedo de cada evento é:

  • Tc₅ = Tc₀ + duração de A = 0 + 1 = 1
  • Tc₁₀ = Tc₅ + duração de B = 1 + 3 = 4
  • Tc₁₅ = Tc₅ + duração de C = 1 + 1 = 2

Para o evento 20 chegam duas flechas (D e E), então toma-se o maior dos dois totais:

por D → Tc₁₀ + D = 4 + 4 = 8
por E → Tc₁₅ + E = 2 + 3 = 5 Prevalece Tc₂₀ = 8

Basta pensar que o tempo do evento 20 determina quando F pode começar — e ele não pode iniciar antes do dia 8, pois F depende da conclusão de D e de E.

  • Tc₂₅ = Tc₂₀ + duração de F = 8 + 2 = 10 → prazo do projeto: 10 dias
A1B3C1D4E3F205101520250142810
azultempo mais cedo (Tc), escrito abaixo do nó
Figura 9.2 — Tempo Mais Cedo dos eventos

O Tempo Mais Cedo (Tc) é a primeira data em que o evento pode ser alcançado. Por convenção, um evento só é considerado atingido quando todas as atividades que chegam a ele tiverem sido completadas: é impossível executar uma atividade se qualquer uma das que convergem para seu evento inicial estiver inacabada.

O Tempo Mais Cedo de um evento é o máximo valor obtido para a soma da duração das atividades que a ele chegam com o Tempo Mais Cedo de seus respectivos eventos de origem:

Tc₀ = 0   |   Tc = máx (Tcevento predecessor + Datividade predecessora)

Esse cálculo é feito no sentido cronológico da rede — a ordem em que o projeto vai ser executado. É o que se chama de passada para frente ou direta (forward pass). Em redes pequenas, o próprio cálculo dos Tempos Mais Cedo já ajuda a detectar as atividades que comandam o prazo. Em redes mais complexas, o caminho crítico só fica visível quando calculamos também o Tempo Mais Tarde.

9.3

Tempo mais tarde do evento

Esqueçamos o caminho crítico por uns instantes. Agora que os Tempos Mais Cedo foram calculados, surge uma indagação: quão tarde pode cada evento ocorrer? Até que ponto pode ser postergado sem que o prazo de conclusão do projeto se altere?

É para resolver essa questão que surge o Tempo Mais Tarde do evento (Tt). Como sabemos que algumas atividades possuem folga, é lógico que deve existir flexibilidade temporal em alguns pontos da rede.

A conta é feita de trás para frente, do fim para o começo da rede — a passada reversa (backward pass). Ao evento finalíssimo atribui-se como Tempo Mais Tarde o próprio Tempo Mais Cedo, que é o prazo total: Tt₂₅ = 10.

  • Tt₂₀ = Tt₂₅ − duração de F = 10 − 2 = 8
  • Tt₁₅ = Tt₂₀ − duração de E = 8 − 3 = 5
  • Tt₁₀ = Tt₂₀ − duração de D = 8 − 4 = 4

Para o evento 5 há que se prestar atenção: dele partem duas flechas (B e C) e, portanto, é preciso comparar dois valores, escolhendo-se o menor deles:

por B → Tt₁₀ − B = 4 − 3 = 1
por C → Tt₁₅ − C = 5 − 1 = 4 Prevalece Tt₅ = 1

Por quê? Porque se admitíssemos que o Tempo Mais Tarde fosse 4, a rede autorizaria B a começar até t = 4 — o que estouraria o prazo de 10 dias. Deve-se tomar o menor tempo.

  • Tt₀ = Tt₅ − duração de A = 1 − 1 = 0
A1B3C1D4E3F2051015202500114452881010
ocretempo mais tarde (Tt), acima do nó azultempo mais cedo (Tc), abaixo do nó
Figura 9.3 — Tempos Mais Cedo e Mais Tarde dos eventos

O Tempo Mais Tarde de um evento é o mínimo valor obtido da subtração da duração das atividades que saem dele, do tempo tarde dos eventos a que elas se destinam:

Ttfinal = Tcfinal   |   Tt = mín (Ttevento sucessor − Datividade sucessora)

Guarde o par de regras: na ida, soma e pega o maior; na volta, subtrai e pega o menor. Praticamente todo erro de cálculo manual de rede é inverter uma dessas duas.

9.4

Evento crítico

Os eventos cujos Tempos Mais Cedo e Mais Tarde são idênticos são chamados de eventos críticos.

Evento crítico: TEMPO MAIS CEDO = TEMPO MAIS TARDE

No exemplo, os eventos críticos são 0, 5, 10, 20 e 25. A sequência de atividades que une os eventos críticos é aquela que define o prazo total do projeto. A essas atividades se dá o nome de atividades críticas, e o caminho que as une constitui o caminho crítico, representado por um traço mais forte.

A1B3C1D4E3F2051015202500114452881010
Figura 9.4 — Caminho crítico: A-B-D-F
9.5

Caminho crítico

O caminho crítico é, portanto, A-B-D-F. Essa é a sequência de atividades que comanda o projeto do ponto de vista de tempo. É importante identificá-lo porque um atraso nele fatalmente significa atraso no prazo de conclusão.

O caminho crítico é a sequência de atividades que concorrem para a determinação da duração total. Antes desse prazo, o projeto não pode ser concluído de acordo com os dados informados.

Uma conclusão importante que decorre disso: o caminho crítico é justamente a sequência que une os eventos cujos Tempos Mais Cedo e Mais Tarde são iguais. Sendo Cedo igual a Tarde, o evento não tem flexibilidade temporal e, se não for atingido exatamente naquele instante, atrasará o projeto todo.

O que a rede nos autoriza a concluir

  • Se a duração de A for reduzida de 1 para 0,5 dia, o prazo total cai de 10 para 9,5 — porque A é crítica.
  • Se a duração de B for reduzida de 3 para 2, o prazo cai de 10 para 9 — porque B é crítica.
  • O mesmo vale para D (de 4 para 3) e para F (de 2 para 1): o prazo cai para 9.
  • De nada adianta reduzir a duração de C ou de E: esse ganho não se transfere ao prazo total, que continuará sendo 10 — porque elas não são críticas.
  • Se a duração de C for ampliada para 2, o prazo total não se altera. Se a de E for para 4, idem.
  • Mas se a duração de C for aumentada para 5, o prazo se altera — C passará a fazer parte do caminho crítico.
É este o raciocínio que vale dinheiro. Quando a obra precisa acelerar, a pergunta não é "onde dá para colocar mais gente?", e sim "quais atividades estão no caminho crítico?". Reforçar frente não crítica aumenta custo sem mexer no prazo.

O caminho crítico no cronograma

No cronograma de barras, as atividades críticas devem ser mostradas em um padrão diferente: bordas mais grossas, cor destacada, hachuras.

Atividade
12345678910
A
B
C
D
E
F
barra escura = atividade críticabarra clara = atividade com folga
Figura 9.5 — Caminho crítico no cronograma

Em suma

  • As atividades críticas unem os eventos críticos.
  • O caminho crítico é o conjunto das atividades críticas.
  • O caminho crítico é o caminho mais longo do início ao fim do projeto.
  • Qualquer atraso em uma atividade crítica atrasará o final do projeto na mesma quantidade de tempo.
  • Uma unidade de tempo poupada no caminho crítico antecipa em uma unidade o final do projeto.
  • Uma unidade de tempo poupada em uma atividade não crítica não reduz o prazo total.
  • Uma unidade de tempo aumentada em uma atividade não crítica não dilata o prazo total.
EXEMPLO 9.1

Calcular tempos e identificar o caminho crítico — bloco de fundação

É o exemplo do Capítulo 8, com algumas atividades a mais:

Cód.AtividadePredecessorasDuração (dias)
ALimpeza do terreno—1
BLocação da fundaçãoA1
CEscavação da fundaçãoB3
DMontagem das fôrmasC2
EFornecimento do aço—5
FPreparação da armaçãoE4
GColocação da armaçãoD, F4
HMobilização da betoneira—6
IInstalação/teste da betoneiraA, H2
JConcretagemG, I1
Diagrama de flechas

Note que é necessário incluir uma atividade-fantasma A′ para que I dependa de A e de H sem prender as demais.

A1E5F4B1C3D2G4J1H6A'0I20510152530354020
Figura 9.6 — Diagrama de flechas
Tempos Mais Cedo (passada direta)
  • Tc₀ = 0 (evento inicial)
  • Tc₅ = 0 + 1 = 1
  • Tc₁₀ = 0 + 5 = 5
  • Tc₁₅ = 1 + 1 = 2

O evento 20 recebe duas atividades (H e a fantasma A′):

por H → Tc₂₀ = 0 + 6 = 6
por A′ → Tc₂₀ = 1 + 0 = 1 Prevalece o maior: Tc₂₀ = 6
  • Tc₂₅ = 2 + 3 = 5

O evento 30 recebe duas atividades (D e F):

por D → Tc₃₀ = 5 + 2 = 7
por F → Tc₃₀ = 5 + 4 = 9 Prevalece o maior: Tc₃₀ = 9

O evento 35 recebe duas atividades (G e I):

por G → Tc₃₅ = 9 + 4 = 13
por I → Tc₃₅ = 6 + 2 = 8 Prevalece o maior: Tc₃₅ = 13
  • Tc₄₀ = 13 + 1 = 14 → prazo total: 14 dias
A1E5F4B1C3D2G4J1H6A'0I2051015253035402001525913146
Figura 9.7 — Tempo Mais Cedo

Já dá para perceber que as atividades que "imperaram" na determinação do prazo foram E, F, G e J. Vamos checar isso pela passada reversa.

Tempos Mais Tarde (passada reversa)
  • Tt₄₀ = Tc₄₀ = 14 (evento final)
  • Tt₃₅ = 14 − 1 = 13
  • Tt₃₀ = 13 − 4 = 9
  • Tt₂₅ = 9 − 2 = 7
  • Tt₂₀ = 13 − 2 = 11
  • Tt₁₅ = 7 − 3 = 4
  • Tt₁₀ = 9 − 4 = 5

Do evento 5 partem duas atividades (B e a fantasma A′):

por B → Tt₅ = 4 − 1 = 3
por A′ → Tt₅ = 11 − 0 = 11 Prevalece o menor: Tt₅ = 3

Do evento 0 partem três atividades (A, E e H):

por A → Tt₀ = 3 − 1 = 2
por E → Tt₀ = 5 − 5 = 0
por H → Tt₀ = 11 − 6 = 5 Prevalece o menor: Tt₀ = 0
A1E5F4B1C3D2G4J1H6A'0I2051015253035402000315542759913131414116
Figura 9.8 — Tempo Mais Tarde
Caminho crítico

Os eventos em que Tc e Tt coincidem são 0, 10, 30, 35 e 40. As atividades críticas são as que ligam esses eventos:

  • Atividade 0-10 = Fornecimento de aço (E)
  • Atividade 10-30 = Preparação da armação (F)
  • Atividade 30-35 = Colocação da armação (G)
  • Atividade 35-40 = Concretagem (J)

O caminho crítico é a sequência E-F-G-J — um caminho contínuo do início ao fim do projeto.

A1E5F4B1C3D2G4J1H6A'0I2051015253035402000315542759913131414116
Figura 9.9 — Caminho crítico
Cronograma mais cedo e cronograma mais tarde

Uma maneira de "ver" a folga é analisar o próprio cronograma de barras. As críticas não podem variar de posição; as demais (A, B, C, D, H e I) podem flutuar sem afetar a duração total.

Indo do fim para o início: a atividade I pode deslizar cinco dias para frente até encostar em J. Para H, o mesmo raciocínio: pode avançar cinco dias até encostar em I. D tem como sucessora G, havendo margem de dois dias. Para C, B e A, o mesmo procedimento leva à conclusão de que as três possuem dois dias de folga.

Atividade
1234567891011121314
A
B
C
D
E
F
G
H
I
J
barra escura = críticabarra clara = não críticatracejado = folga até encostar na sucessora
Figuras 9.10 e 9.11 — Cronograma Mais Cedo, com a folga de cada atividade não crítica

A atividade-fantasma não integra o cronograma porque não representa um serviço fisicamente executável. Ela só serve para a montagem do diagrama de flechas.

Interpretação do planejamento
  • O caminho crítico é composto prioritariamente de atividades ligadas ao serviço armação.
  • Um dia de atraso em qualquer das críticas (E, F, G, J) atrasa o projeto; um dia poupado nelas antecipa o projeto.
  • Um dia de atraso em qualquer das não críticas (A, B, C, D, H, I) não atrasa o projeto — e um dia poupado nelas não antecipa.
  • A atividade individualmente mais longa (H, com 6 dias) não está no caminho crítico.
  • Para reduzir o prazo de 14 dias, a saída é eleger uma das críticas e tentar ganhar um dia nela: obter o aço mais rápido (fornecedor mais expedito ou empréstimo de barras de obra próxima), estender algumas horas a jornada do preparo da armação, criar prêmio por produtividade para os armadores ou dobrar a equipe de colocação da armação.
  • Esforços para reduzir a duração de uma atividade não crítica não trariam nenhum benefício de prazo. São inócuas medidas como colocar todas as atividades em hora extra.
  • Acelerar a escavação com mais recursos não acarreta redução de prazo da obra.
  • A mobilização da betoneira (H) pode ser retardada em até cinco dias, terminando no dia 11 e I no dia 13, coincidindo com o término de G. Um atraso de seis dias em H excederia a folga e a colocaria no caminho crítico.
  • Se A não iniciar no dia 1, nem tudo está perdido: ela tem dois dias de folga, podendo iniciar até o dia 3.
  • Se a escavadeira não tiver chegado até o dia 4, o gerente precisa providenciar o início da escavação no dia seguinte (5) — este é o último dia em que C pode começar sem atrasar o projeto.
  • Se for preciso modificar o projeto das fôrmas e a tarefa D se estender até o dia 9, isso pode ser acomodado: D tem dois dias de folga.
  • Se o fornecedor de aço só garante entrega para o dia 8, há indício de que a obra vai atrasar três dias. O gerente deve agir para garantir que, no mais tardar no dia 5, as barras estejam no canteiro.
  • Se a betoneira que virá de outra obra levar oito dias em vez de seis para mobilizar, não haverá problema de prazo — desde que no máximo no dia 11 ela esteja mobilizada e pronta para ser testada.
Vale ressaltar: algumas dessas medidas envolvem acréscimo de custo. O benefício desse aumento em troca da redução de prazo deve ser avaliado pelo gerente. Uma vantagem de reduzir o prazo é a redução dos custos indiretos da obra.

Tempo Mais Cedo — é aquele a partir do qual as atividades que partem desse evento podem começar. Nenhuma atividade que "nasça" desse evento pode começar antes.

Tempo Mais Tarde — é aquele até o qual as atividades que chegam ao evento devem terminar. Se alguma for concluída após esse limite, o projeto atrasará na mesma medida.

EXEMPLO 9.2

Uma rede maior — tente antes de olhar a resolução

Calcular os Tempos Mais Cedo e Mais Tarde e identificar o caminho crítico da rede abaixo. As durações estão nas flechas.

323142545123833012345678910
Figura 9.12 — Diagrama de rede
Tempo Mais Cedo dos eventos
  • Tc₀ = 0
  • Tc₁ = 0 + 3 = 3
  • Tc₂ = 0 + 2 = 2
  • Tc₃ = 3 + 3 = 6
  • Tc₄ = o maior entre 3 + 1 = 4 e 2 + 4 = 6
  • Tc₅ = 2 + 2 = 4
  • Tc₆ = o maior entre 6 + 5 = 11 e 6 + 4 = 10
  • Tc₇ = o maior entre 6 + 5 = 11 e 4 + 1 = 5
  • Tc₈ = 11 + 2 = 13
  • Tc₉ = o maior entre 11 + 3 = 14 e 11 + 8 = 19
  • Tc₁₀ = o maior entre 13 + 3 = 16 e 19 + 3 = 22
Tempo Mais Tarde dos eventos
  • Tt₁₀ = Tc₁₀ = 22
  • Tt₉ = 22 − 3 = 19
  • Tt₈ = 22 − 3 = 19
  • Tt₇ = 19 − 8 = 11
  • Tt₆ = o menor entre 19 − 2 = 17 e 19 − 3 = 16
  • Tt₅ = 11 − 1 = 10
  • Tt₄ = o menor entre 16 − 4 = 12 e 11 − 5 = 6
  • Tt₃ = 16 − 5 = 11
  • Tt₂ = o menor entre 6 − 4 = 2 e 10 − 2 = 8
  • Tt₁ = o menor entre 11 − 3 = 8 e 6 − 1 = 5
  • Tt₀ = o menor entre 5 − 3 = 2 e 2 − 2 = 0
Caminho crítico

Os eventos críticos (Tc = Tt) são 0, 2, 4, 7, 9 e 10. O caminho crítico é a sequência de atividades que une esses eventos: 0-2, 2-4, 4-7, 7-9, 9-10. Prazo total: 22.

3231425451238330123456789100053221166610416111111191319192222
Figura 9.13 — Caminho crítico
ex 9.3

Três perguntas que todo planejador faz

  1. Uma atividade-fantasma pode estar no caminho crítico?
  2. Uma rede pode ter um caminho crítico duplo?
  3. Uma rede pode ter todas as atividades críticas?

A resposta para as três é sim — e cada uma delas aparece em uma das redes a seguir. Tudo é uma questão de aritmética.

a) A fantasma pode ser crítica

Nesta rede, o caminho mais longo passa pela atividade-fantasma (duração zero). Ela não existe no canteiro, mas existe na conta: o caminho crítico vale 4 + 0 + 5 + 3 + 3 = 15.

2125434081320082444499121213121515
Figura 9.15 — Atividade-fantasma como crítica

b) O caminho crítico pode ter ramificações

Aqui, a partir de certo ponto o caminho crítico se divide em dois ramos que chegam ao fim com o mesmo total de 12. Os dois ramos são críticos: atrasar qualquer um atrasa o projeto.

3211463120033758844101011111212
Figura 9.16 — Caminho crítico com ramificação

c) Todas as atividades podem ser críticas

Nesta rede, todos os caminhos valem 15. Resultado: nenhuma atividade tem folga. É muito improvável de acontecer em uma rede longa, mas a matemática não impede.

2135342350022335588121210101515
Figura 9.17 — Todas as atividades críticas
  • Uma atividade-fantasma pode ser crítica.
  • O caminho crítico pode ter mais de um ramo.
  • Uma rede pode ter todas as suas atividades críticas (raríssimo).
Exemplo passo a passo BARRAGEM ALEGRIA — MÉTODO DAS FLECHAS

Calcular o prazo total e identificar o caminho crítico do desvio do rio Alegria, com as durações em semanas definidas no Capítulo 6:

Cód.AtividadePredec.Duração
Acessos
AAcesso ao túnel—3
BAcesso até a ensecadeira de montanteA1
CAcesso até a ensecadeira de jusante—2
Túnel
DEmboque do túnelA3
EEscavação do túnelD10
Ensecadeiras
FConstrução da ensecadeira de montanteB, E5
GConstrução da ensecadeira de jusanteC2
Fundação da barragem
HEsgotamentoF, G7
IEscavação para fundação da barragemH8
A3D3E10B1F5C2G2H7I80033661616212119228283636
Figura 9.18 — Caminho crítico do desvio do rio

Prazo total: 36 semanas. O caminho crítico é A-D-E-F-H-I — passa pelo túnel, não pelos acessos. As atividades C e G (ensecadeira de jusante) têm 17 semanas de folga: dá para começá-las muito depois sem comprometer nada, e seria desperdício mobilizar equipe para elas logo no início da obra.

PARTE 2

Cálculo pelo método dos blocos

9.6

A célula de cálculo

No método dos blocos (PDM), o registro dos tempos é feito nos próprios blocos que representam as atividades. Cada bloco vira uma pequena planilha de oito células:

IDDPDIPDTUDIUDTFTFLID= identificação (número ou descrição)D= duraçãoPDI= primeira data de inícioPDT= primeira data de términoUDI= última data de inícioUDT= última data de términoFT= folga totalFL= folga livre
Arranjo adotado para a atividade no diagrama de blocos

Mudança de vocabulário: no ADM falávamos de tempos do evento; aqui falamos de datas da atividade. PDI e PDT são a primeira data de início e de término; UDI e UDT, a última. É um jeito mais direto de ler, e é exatamente o que os softwares mostram.

9.6.1

Os dez passos do cálculo

Vamos usar a mesma rede simples do início do capítulo (A=1, B=3, C=1, D=4, E=3, F=2).

Passada para frente (passos 1 a 4)

1. Escreve-se o valor 0 na parte inferior da barra de início. Esse valor é transferido para a célula PDI das atividades iniciais (as sem predecessoras).

2. Calcula-se a primeira data de término dessas atividades:

PDT = PDI + D

3. A PDI de cada atividade é a PDT de sua predecessora. Em outras palavras, a PDT é transferida às sucessoras como PDI. No caso de uma atividade ter mais de uma predecessora, adota-se o maior valor:

PDI = máx (PDTpredecessora)

4. Calcula-se a PDT de cada atividade pela mesma fórmula do passo 2. O término mais cedo do projeto é anotado na parte inferior da barra de fim.

010A101B314D448C112E325F2810
Figura 9.20 — Passada para frente: PDI e PDT de todas as atividades. Em F, PDI é o maior entre as PDT de D (8) e E (5)

Passada reversa (passos 5 a 8)

5. Atribui-se como término mais tarde do projeto a própria data do término mais cedo (10), anotada na parte superior da barra de fim. Esse valor é transferido para as atividades finais como UDT.

6. A última data de início das atividades finais é dada por:

UDI = UDT − D

7. A UDI é transferida para as predecessoras como UDT. Caso uma atividade tenha mais de uma sucessora, a UDT é a menor das UDI das sucessoras:

UDT = mín (UDIsucessora)

8. Calcula-se a UDI de cada atividade pela fórmula do passo 6. Ao final, anota-se o início mais tarde do projeto na parte superior da barra de início.

001010A10101B31414D44848C11245E32558F2810810
Figura 9.21 — Passada reversa: UDI e UDT. Em A, UDT é a menor entre as UDI de B (1) e C (4)

Folgas e caminho crítico (passos 9 e 10)

9. A folga total (FT) é calculada por:

FT = UDI − PDI   ou   FT = UDT − PDT

A folga total representa quanto a atividade pode atrasar sem atrasar o prazo do projeto. O caminho crítico é a sequência de atividades de menor folga total — aqui, no caso, folga nula.

001010A101010B314140D448480C112453E325583F28108100
Figura 9.22 — Folga total de cada atividade

10. A folga livre (FL) é calculada por:

FL = mín (PDIsucessora) − PDT

A folga livre representa quanto a atividade pode atrasar sem prejudicar o início mais cedo (PDI) de suas sucessoras. Repare na diferença: C tem folga total 3, mas folga livre 0 — se C atrasar um dia, E não poderá mais começar no dia 2, embora o projeto ainda termine em 10.

001010A1010100B3141400D4484800C1124530E3255833F281081000
Figura 9.23 — Folga livre e caminho crítico A-B-D-F destacado
Confira o resultado: prazo de 10 dias e caminho A-B-D-F — exatamente o que a Figura 9.4 obteve pelo método das flechas. A rede é a mesma; só mudou a maneira de anotar as contas.

ADIANTE NO LIVROO Capítulo 10 trata das folgas em detalhe — total, livre, dependente e independente — e de como calculá-las direto no cronograma.

EXEMPLO 9.4

O bloco de fundação resolvido em blocos

Mesmas dez atividades do Exemplo 9.1, agora pelo PDM. O resultado tem de ser o mesmo: 14 dias e caminho E-F-G-J.

Passada para frente — PDI e PDT
001414E505F459A101B112C325D257G4913J11314H606I268
Figura 9.30 — Diagrama de blocos com PDI e PDT

Repare em G: suas predecessoras são D (PDT 7) e F (PDT 9); prevalece o maior, PDI = 9. Em I: predecessoras A (PDT 1) e H (PDT 6); prevalece 6.

Passada reversa — UDT e UDI
001414E50505F45959A10123B11234C32547D25779G4913913J113141314H606511I2681113
Figura 9.31 — Diagrama de blocos com UDT e UDI

Em A: sucessoras são B (UDI 3) e I (UDI 11); prevalece a menor, UDT = 3.

Folgas e caminho crítico
001414E5050500F4595900A1012320B1123420C3254720D2577922G491391300J11314131400H60651150I268111355
Figura 9.32 — Diagrama de blocos completo
Resumo das folgas (dias)
Ativ.PDIPDTUDIUDTFTFLSituação
E050500crítica
F595900crítica
G91391300crítica
J1314131400crítica
A0123202 dias de folga
B1234202 dias de folga
C2547202 dias de folga
D5779222 dias, livres
H06511505 dias de folga
I681113555 dias, livres

A tabela mostra o mesmo que o cronograma da Figura 9.10: A, B, C e D com dois dias; H e I com cinco. E deixa visível a diferença entre folga total e livre — A, B, C e H têm folga total mas folga livre zero, porque consumi-la empurra a sucessora.

Exemplo passo a passo BARRAGEM ALEGRIA — MÉTODO DOS BLOCOS
003636D3363600E1061661600A3030300B13415161212F51621162100C20217191717G22419211717H72128212800I82836283600
Figura 9.33 — Caminho crítico do desvio do rio

Mesmo resultado da Figura 9.18: 36 semanas, caminho crítico A-D-E-F-H-I. A folga de C e G aparece agora como número dentro do bloco: 17 semanas, iguais na folga total e na livre.

9.7

Como calcular com outros tipos de ligação

Nos capítulos anteriores vimos que duas atividades podem estar relacionadas por TI, II, IT ou TT, com ou sem defasagem. Como fica o cálculo da rede com esses vínculos? O exemplo a seguir é praticamente o mesmo do início do capítulo, com a ressalva de que agora há uma ligação II + 2:

Ativ.PredecessoraDuração
A—5
BA6
CA8
DB (II+2)10

Na passada direta, o cálculo é simples para A, B e C. Para D, é preciso levar em conta que seu início é condicionado pelo início de B: PDID = PDIB + retardo = 5 + 2 = 7. O resto segue igual, chegando-se a uma duração total de 17 dias.

Na passada inversa, começamos por D e preenchemos suas datas. A "sacada" é entender como calcular B: pelo diagrama, B não tem sucessora a partir de seu término, isto é, ela se comunica com o final do projeto e, portanto, UDTB = 17. Para obtermos UDIB, aí sim usamos UDID − retardo = 7 − 2 = 5.

001717II+2A5050500B651151706D1071771700C851391744
Figura 9.34a — Cálculo da rede com vínculo II + 2
Atividade
1234567891011121314151617
A
B
C
D
Figura 9.34b — O mesmo cálculo visto no cronograma: D começa 2 dias depois do início de B

O resultado curioso é que, para a atividade B, UDI − PDI ≠ UDT − PDT. É como se B tivesse uma folga de início nula e uma folga de fim igual a 6. B não pode ter seu início atrasado porque isso impacta D e estoura o prazo; mas, após 2 dias (período suficiente para o início de D), B pode se atrasar até 6 dias. Pelo cronograma fica fácil perceber que o início de B condiciona o início de D, sendo B "crítica pelo início", embora tenha folga pelo fim. A rigor, em vez de apontarmos o caminho crítico como A-B-D, o mais correto seria: A; 2 dias de B; D.

Dica para o planejador

Para evitar trabalhar com o conceito de folga de início e folga de término, alguns softwares adotam a menor dessas duas folgas, enquanto outros transformam ligações II com retardo em ligações TI com retardo negativo.

No exemplo anterior, a ligação entre B e D seria alterada para TI − 4. O planejador deve entender que essa simplificação ocorre apenas por conveniência computacional, pois o resultado não é necessariamente o mesmo — B passa a não ter folga alguma.

PARTE 3

Prazo imposto e características

9.8

Prazo imposto

Em todos os exemplos até aqui, fizemos a passada reversa considerando o prazo mais tarde como o prazo mais cedo do projeto. No método das flechas, repetimos o tempo do evento finalíssimo na parte superior do nó; no método dos blocos, repetimos o prazo na barra de fim.

Entretanto, pode haver projetos em que o prazo final seja imposto — pelo contrato, pelo cliente, pela estação chuvosa. Surgem então três possibilidades. Vamos usar a mesma rede nas três, com prazo calculado de 30 dias.

Tarde = Cedo — o caso normal

São os exemplos tratados até aqui: o prazo de 30 dias é mantido como prazo total. Para os eventos críticos a folga é nula, e portanto as atividades críticas têm folga nula.

A4B4C5D3E6F5G6H7I9J8004499107151522223030
Figura 9.35 — Rede calculada para o prazo de 30 dias

Tarde < Cedo — o prazo imposto é menor

Suponhamos a imposição de realizar a obra em 27 dias. O tempo tarde do evento finalíssimo é então imposto como 27, e a partir daí se faz a passada reversa. A conclusão é que o caminho crítico é aquele que une os eventos cujas folgas são iguais e as menores entre as obtidas. Portanto, as atividades críticas são aquelas com menor folga total — aqui, negativa.

A4B4C5D3E6F5G6H7I9J8-30146977121519222730
Figura 9.36 — Rede calculada para prazo imposto de 27 dias: o evento inicial fica com tempo tarde −3
O que fazer nesse caso: a saída é identificar o caminho crítico e buscar formas de reduzir a duração das atividades críticas, de maneira que o déficit de prazo possa ser atenuado. É aqui que se vê a importância de o planejador dominar os fundamentos do PERT/CPM — a folga negativa diz exatamente quantos dias faltam e em quais atividades procurá-los.

Tarde > Cedo — o prazo imposto é maior

Agora suponhamos a imposição de realizar a obra em 33 dias. O caminho crítico é aquele em que as folgas são todas iguais e as menores entre as obtidas — portanto, as atividades críticas são as de menor folga total, aqui positiva.

A4B4C5D3E6F5G6H7I9J83074129137181525223330
Figura 9.37 — Rede calculada para prazo imposto de 33 dias

Nesses casos, o planejador deve reestudar o planejamento para verificar a possibilidade de obter algum ganho financeiro pela desaceleração de algumas atividades — equipe menor, menos turnos, equipamento mais barato.

Em suma

  • As atividades críticas são aquelas de menor folga total (e de valor idêntico).
  • O caminho crítico reúne as atividades de menor folga total.
  • Não havendo prazo imposto, ou impondo TARDE = CEDO, o caminho crítico terá folga nula.
  • Se o prazo imposto for menor que o calculado (TARDE < CEDO), o caminho crítico terá folga negativa.
  • Se o prazo imposto for maior que o calculado (TARDE > CEDO), o caminho crítico terá folga positiva.
9.9

Características do caminho crítico

Esta é a lista para consultar quando a discussão esquentar na reunião:

  • O caminho crítico é a sequência de atividades que determinam o prazo total do projeto.
  • O caminho crítico é o maior caminho entre o início e o fim do projeto.
  • O caminho crítico é composto pelas atividades de menor folga total (atividades críticas).
  • O aumento de uma unidade de tempo na duração de uma atividade crítica aumenta o prazo total em uma unidade de tempo.
  • A atividade mais longa do projeto não necessariamente integra o caminho crítico.
  • A atividade mais cara do projeto não necessariamente integra o caminho crítico.
  • A atividade de execução mais complexa não necessariamente integra o caminho crítico.
  • A atividade que requer mais recursos não necessariamente integra o caminho crítico.
  • A redução de uma unidade de tempo na duração de uma atividade crítica reduz o prazo total em uma unidade.
  • O aumento de uma unidade de tempo na duração de uma atividade não crítica não atrasa o prazo total — ela pode até entrar no caminho crítico, mas não afetará o prazo total.
  • A redução da duração de uma atividade não crítica não afeta o prazo total do projeto.
  • Atividades críticas têm as datas mais cedo iguais às datas mais tarde (a não ser que haja prazo imposto).
  • Atividades não críticas têm as datas mais cedo diferentes das datas mais tarde.
  • A folga total representa quanto tempo uma atividade pode atrasar sem impactar no prazo total do projeto.
  • Uma atividade não crítica pode atrasar uma quantidade de dias equivalente à sua folga total sem afetar o prazo total.
  • Se uma atividade não crítica atrasar mais do que sua folga total, o prazo do projeto será aumentado.
  • Uma atividade não crítica torna-se crítica se sua folga for consumida.
  • Quanto menor a folga total, maior a probabilidade de essa atividade se tornar crítica — diz-se que ela é subcrítica.
  • A folga livre representa quanto tempo uma atividade pode atrasar sem atrasar o início mais cedo de suas sucessoras.
  • Se a folga livre da atividade for consumida, suas sucessoras não poderão iniciar na data mais cedo.

Como usamos o caminho crítico aqui

Leitura da nossa equipe

Este capítulo fecha o ciclo que começou no Capítulo 4: EAP, durações, precedência, rede e, agora, o número. O caminho crítico não é uma curiosidade do software — é a lista de frentes que a obra tem que proteger todo dia. Se o engenheiro de produção não sabe de cor quais são as três ou quatro frentes críticas da semana, o planejamento não chegou ao campo.

O exemplo do bloco de fundação é o melhor argumento que temos para a reunião: a atividade mais longa (mobilização da betoneira, 6 dias) não é crítica, e o aço — que ninguém vê como "obra" — é. Planejamento serve exatamente para isso: contrariar a intuição quando a intuição está errada.

  • O prazo calculado vem antes do prazo contratualPrimeiro se calcula a rede com honestidade; só depois se compara com o contrato. Se faltar prazo, a folga negativa mostra quantos dias e onde procurá-los.
  • Caminho crítico na paredeA lista das atividades críticas do mês fica visível na sala da obra e é lida no início da reunião de acompanhamento (Capítulo 1).
  • Acelerar só no críticoHora extra geral é desperdício: só reduz prazo o esforço aplicado em atividade crítica. Antes de autorizar reforço, confira em qual caminho a frente está.
  • Folga é recurso da obra, não do empreiteiroQuem tem folga cede equipe e equipamento para quem está no crítico. Folga consumida sem controle vira caminho crítico novo.
  • Olho nas subcríticasAtividade com 1 ou 2 dias de folga é quase crítica. Elas entram no relatório junto com as críticas, porque viram problema na primeira chuva.
  • Folga total ≠ folga livreConsumir folga total empurra as sucessoras; consumir folga livre não. Ao negociar atraso com um subempreiteiro, é a folga livre que diz se alguém mais será afetado.
  • Recalcular a cada cicloO caminho crítico muda ao longo da obra. Rede recalculada toda semana, junto com a medição do quadrante C do PDCA.
9.11

O que vale para a nossa equipe

Verificação rápida ao receber (ou produzir) uma rede calculada:

  • O prazo total foi calculado pela rede, e não ajustado para caber no contrato.
  • Existe um caminho crítico contínuo do início ao fim do projeto.
  • As atividades críticas estão identificadas no cronograma com destaque visual.
  • As folgas foram calculadas e as atividades subcríticas estão sinalizadas.
  • Se há prazo imposto menor que o calculado, a folga negativa foi quantificada e há plano para atacá-la.
  • Nenhuma decisão de reforço de equipe foi tomada sem conferir se a frente é crítica.
  • A rede é recalculada a cada ciclo de acompanhamento, e não só no início da obra.
  • A equipe de campo sabe quais são as frentes críticas da semana.

Material interno de treinamento, elaborado pela equipe a partir da estrutura do Capítulo 9 de Planejamento e Controle de Obras, de Aldo Dórea Mattos. O texto é redação própria, com comentários e rotinas adaptados à nossa realidade; as figuras foram redesenhadas a partir dos diagramas do autor, mantendo os dados dos exemplos. Duas correções silenciosas em relação à edição consultada: no Exemplo 9.1, o menor valor entre 3 e 11 é 3, e esse é o Tt do evento 5 (como mostra a própria figura do autor); e a fórmula da folga livre é FL = mín(PDI das sucessoras) − PDT. Para o conteúdo integral, consulte a obra.